O fim do tratado New START entre Estados Unidos e Rússia, anunciado nesta semana, marca o encerramento do último acordo de limitação de arsenais nucleares entre as duas maiores potências atômicas do planeta. Analistas alertam que o mundo entra em uma nova corrida nuclear, sem freios para a proliferação de ogivas.
O que era o tratado New START
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Assinado em 2010, o acordo limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares estratégicas prontas para uso.
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Também estabelecia restrições ao número de mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros pesados.
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Era considerado o último mecanismo de controle de armas vigente desde a Guerra Fria.
O fim do acordo
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O tratado expirou em 4 de fevereiro de 2026, após fracasso nas negociações para renovação.
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Moscou propôs estender os termos por mais um ano, mas Washington recusou, defendendo que qualquer novo pacto deveria incluir a China.
Com isso, não há mais limites formais para a produção e posicionamento de ogivas nucleares por EUA e Rússia.
Reações internacionais
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ONU: O secretário-geral António Guterres classificou o fim do tratado como um “momento grave para a paz e a segurança internacionais”.
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China: O Ministério das Relações Exteriores lamentou a decisão e pediu diálogo urgente.
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Especialistas: Analistas afirmam que o mundo entra em território desconhecido, com risco de uma nova corrida armamentista global.
Impactos esperados
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Proliferação nuclear: Sem limites, EUA e Rússia podem expandir rapidamente seus arsenais.
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Efeito cascata: Outros países podem se sentir pressionados a reforçar seus programas nucleares.
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Incerteza estratégica: O equilíbrio de poder global fica mais instável, aumentando tensões em regiões já conflituosas.
O fim do New START não é apenas um marco diplomático: é visto como a remoção do último freio que impedia uma escalada nuclear entre as duas maiores potências do mundo. Agora, a comunidade internacional teme que o planeta esteja diante de uma nova era de insegurança e proliferação atômica, comparável aos momentos mais tensos da Guerra Fria.
