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Corrida nuclear ganha novo fôlego após fim de tratado EUA-Rússia

Publicada em: 05/02/2026 11:00 -

O fim do tratado New START entre Estados Unidos e Rússia, anunciado nesta semana, marca o encerramento do último acordo de limitação de arsenais nucleares entre as duas maiores potências atômicas do planeta. Analistas alertam que o mundo entra em uma nova corrida nuclear, sem freios para a proliferação de ogivas.

O que era o tratado New START

  • Assinado em 2010, o acordo limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares estratégicas prontas para uso.

  • Também estabelecia restrições ao número de mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros pesados.

  • Era considerado o último mecanismo de controle de armas vigente desde a Guerra Fria.

 

O fim do acordo

  • O tratado expirou em 4 de fevereiro de 2026, após fracasso nas negociações para renovação.

  • Moscou propôs estender os termos por mais um ano, mas Washington recusou, defendendo que qualquer novo pacto deveria incluir a China.

 

Com isso, não há mais limites formais para a produção e posicionamento de ogivas nucleares por EUA e Rússia.

Reações internacionais

  • ONU: O secretário-geral António Guterres classificou o fim do tratado como um “momento grave para a paz e a segurança internacionais”.

  • China: O Ministério das Relações Exteriores lamentou a decisão e pediu diálogo urgente.

  • Especialistas: Analistas afirmam que o mundo entra em território desconhecido, com risco de uma nova corrida armamentista global.

Impactos esperados

  • Proliferação nuclear: Sem limites, EUA e Rússia podem expandir rapidamente seus arsenais.

  • Efeito cascata: Outros países podem se sentir pressionados a reforçar seus programas nucleares.

  • Incerteza estratégica: O equilíbrio de poder global fica mais instável, aumentando tensões em regiões já conflituosas.

O fim do New START não é apenas um marco diplomático: é visto como a remoção do último freio que impedia uma escalada nuclear entre as duas maiores potências do mundo. Agora, a comunidade internacional teme que o planeta esteja diante de uma nova era de insegurança e proliferação atômica, comparável aos momentos mais tensos da Guerra Fria.

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