Em mais um episódio devastador do conflito entre Israel e Hamas, um ataque aéreo israelense ao Hospital Nasser, localizado na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, deixou pelo menos 20 mortos, entre eles quatro jornalistas que estavam em missão de cobertura jornalística.
O Ataque
Segundo relatos de testemunhas e autoridades locais, o ataque ocorreu em duas etapas: primeiro, um drone explosivo atingiu o telhado do hospital, seguido por um bombardeio aéreo enquanto equipes de resgate e jornalistas tentavam socorrer os feridos e documentar os danos. O Hospital Nasser, um dos últimos centros médicos ainda parcialmente operacionais na região, já havia sido alvo de ataques anteriores desde o início da guerra em outubro de 2023.
Jornalistas Entre as Vítimas
Entre os profissionais da imprensa mortos estão:
• Mohammed Salama, cinegrafista da Al Jazeera
• Hussam al-Masri, fotojornalista da Reuters
• Mariam Abu Daqqa, colaboradora da Associated Press e Independent Arabic
• Moaz Abu Taha, jornalista da rede NBC
Esses jornalistas estavam cobrindo os esforços de resgate e o impacto do conflito sobre civis e infraestrutura médica. A morte deles eleva o número de profissionais da imprensa mortos desde o início da guerra para mais de 240, segundo autoridades palestinas.
Reações Internacionais
A Al Jazeera condenou o ataque “nos termos mais enérgicos possíveis”, acusando Israel de uma campanha sistemática para silenciar a imprensa. A Reuters e a Associated Press também expressaram consternação e exigiram explicações urgentes. Organizações como Repórteres Sem Fronteiras e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediram investigações independentes e o fim dos ataques contra profissionais da mídia.
Implicações Humanitárias e Legais
O bombardeio de estruturas médicas e jornalistas em zonas de conflito levanta sérias questões sobre violações do direito internacional humanitário. Hospitais e profissionais da imprensa são protegidos por convenções internacionais, e ataques deliberados contra esses alvos podem configurar crimes de guerra.
O Exército israelense confirmou o ataque, mas afirmou que não tinha jornalistas como alvo e que lamenta qualquer dano a civis não envolvidos. Uma investigação preliminar foi anunciada.